domingo, 6 de fevereiro de 2011

Programa Academia

Academia discute a contribuição sindical compulsória no Brasil

Movimento operário e globalização: por que a contribuição sindical compulsória persiste no Brasil? Este é o tema do programa Academia, que a TV Justiça apresenta nesta semana. O trabalho, no formato de dissertação, foi apresentado por Alessandra Torres Vaz Mendes ao programa de pós-graduação stricto sensu em Direito, da Universidade Católica de Brasília, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Direito.

O estudo analisa o modelo sindical corporativo implantado no Brasil pelo presidente Getúlio Vargas, enfatiza a contribuição sindical obrigatória, e aponta fatores sociais, políticos e econômicos que determinaram sua persistência. "Através de comparações com o movimento operário europeu, são estabelecidos parâmetros que evidenciam os motivos que levaram Getúlio Vargas à criação desse modelo sindical, sendo o principal deles, subjugar o nascente operariado industrial a fim de garantir o desenvolvimento econômico", concluiu Alessandra em uma parte de seu trabalho.

Os debatedores do assunto são: Leila Bijos - doutora em Sociologia e Direito Internacional pela Universidade de Brasília (UnB) e professora do mestrado em Direito da Universidade Católica de Brasília (UCB); e Anderson Fonseca Machado - mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília (UCB), e professor de Direito do Trabalho no Centro Universitário Euro-americano (UniEURO).

O programa também confere a bibliografia utilizada no estudo; apresenta no quadro Teses e Dissertações as últimas edições da produção acadêmica no mercado editorial jurídico; destaca Jairo Schafer - Mestre em Direito Constitucional no quadro Mestres e Doutores; e no Perfil, apresenta um pouco da trajetória jurídica de Luís Roberto Barroso, advogado e professor de instituições como: Universidade do Rio de Janeiro e de Brasília.

O programa Academia é interativo e busca a participação de todo cidadão envolvido nas questões do Direito. Para participar envie um currículo com o título do seu trabalho para o e-mail: academia@stf.jus.br, a produção entrará em contato.

Publicação da TV Justiça: http://www.tvjustica.jus.br/

Programa Refrão

Aguapé motiva discussão sobre preservação ambiental, no Refrão

A cantora e compositora Simone Guimarães é a convidada do Refrão desta semana. A artista interpreta a música Aguapé. Composta por Edmundo Souto e Paulinho Tapajós, a canção exalta as belezas naturais do Brasil, especialmente os pássaros. Aguapé também motiva a discussão sobre educação ambiental. "A criança tem que aprender desde cedo a importância da água pura, a não jogar lixo no chão, não matar um pássaro com bodoque, não pescar mais do que o necessário, não cortar uma árvore", destaca a cantora.

O professor de biologia, Paulo Bretas Salles, também fala sobre a lição dada pelo Aguapé, um tipo de planta aquática, comum em nossos rios e lagos. "Esse é um exemplo muito bom de como nós devemos olhar o mundo, interferir nele e buscar o que nós chamamos de sustentabilidade. O aguapé pode servir muito bem para os nossos propósitos, no sentido de diminuir o excesso de nutrientes em um lago, quando há despejo de esgoto nele. Então, em um certo sentido eles nos ajudam a fazer a limpeza das águas. Mas se esses nutrientes estão em excesso e a população de aguapés cresce muito, ela se torna um problema para o próprio equilíbrio do lago, como a falta de oxigênio na água, provocando assim a morte de peixes e de outros animais", explica o professor.

Defensora ativa da natureza, Simone destaca ainda a importância das varas federais especializadas em questões ambientais. "As práticas têm que ser melhoradas e estão sendo, como aplicar justiça sobre essa questão". Segundo o Conselho da Justiça Federal, o Brasil conta hoje com aproximadamente 750 varas federais ambientais. A localização delas segue critérios estabelecidos pela Lei 1.2011/09, como a quantidade de processos, densidade populacional, distância entre varas federais existentes, proximidade com as fronteiras e a demanda por questões ambientais.


Confira a letra da canção

Aguapé
Edmundo Souto e Paulinho Tapajós

Lá do outro lado do arvoredo
Vive o meu amor escondido
Um passarinho contou
Voa sabiá vá encontrar
Meu bem querer vá lá dizer
Meu bem te vi longe daqui
Sou curió cantando só
Uirapuru do Pajeú
Sem um xodó num cafundó
Volta prá aqui meu colibri
Lembra do cajá do gravatá
Do cangerê do Pererê
Do jaboti do Guarani
Do bororó do mocotó
Do meu bambu do babaçú
Do Marajó do Tororó
Jamais te vi meu colibri
Lembra do cajá do butiá
Do aguapé, pé de café
Da juriti, do açaí
Do abricó de Mossoró
Do inhambú mandacarú
Do pão de ló nó de jiló
Volta pra aqui meu bem te vi
Tenho um ninho guardado
Para o meu namorado
Deixei lá em segredo
Porque ainda era cedo
Aguardando o pedido
Tenho um ninho escondido
Ele vive guardado
Pra você me guardar

Postagens populares